segunda-feira, 28 de março de 2011

Ganhando ou perdendo?

É bem verdade que cada um de nós tem para si como ideal  uma maneira diferente de alcançar o sucesso. Eu, como moradora de Brasília, sou rodeada de pessoas que vêem como único caminho para a felicidade o concurso público. Tomei isso como verdade. Por vários anos tenho tentado passar em concursos, fazendo cursinhos e concorrendo com pessoas que param sua existência para poder conquistar um cargo em algum órgão público de qualquer estado que seja. Nas redes sociais, dicas de como passar, "coaching", depoimentos de sucesso de quem passou e conquistou cargos altíssimos! 
Mas eu conheço diversas pessoas que trabalham nesses mesmos órgãos e, nem sempre, o aprovado em 1o lugar é aquele do cargo mais alto. Ao contrário, muita gente está trabalhando nesses órgãos sem condições de relacionamento interpessoal, sem habilidades de gestão, sem experiência de trabalho com grupos, sem informações sobre a dinâmica profissional necessária para fazer uma entidade caminhar.
Ninguém nunca parou pra pensar na quantidade de pessoas com depressão que existem hoje? O porque disso? A pressão para termos um determinado salário antes dos 25, uma posição e uma família de sucesso antes dos 30, ter cursos, falar várias línguas, casa e carro, seja isso, tenha aquilo.
Quando não temos e nem somos nada do que esperam de nós, nos taxamos de incompetentes. Nos taxam de incompetentes. E compramos essa idéia. 
A prova do concurso não aufere seu poder de associação de fatores de risco numa atividade; não testa seu poder de incentivo a seu grupo de trabalho; não avalia sua velocidade de aprendizado. 
Saber Direito Constitucional e Matemática não forma bons profissionais. E nem torna as pessoas mais felizes. 
É claro que muitos se aventuraram às cegas por esse caminho, e hoje não se imagina fazendo outra coisa. Há também pessoas que sabem que é isso que querem de suas vidas e devem seguir sua vontade, seu objetivo! Apenas reforço que não ajuda em nada ter servidores públicos infelizes, que fazem seu trabalho mal feito, prejudicam o andamento do país e, consequentemente, atrapalham a vida de todo mundo.
Eu tenho tentado fugir da idéia de que sucesso, felicidade e concurso são sinônimos. Mas a luta tem sido árdua...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Perfil

Estava lendo meu perfil aqui do blog e percebi o quanto mudou o que está escrito lá.
E isso me fez pensar o quanto as pessoas são mutáveis. Cada acontecimento que se passa na nossa vida, nos torna seres diferentes. Acho que essa é a definição de experiência.
As mudanças que ocorrem conosco nem sempre são as que esperamos, mas, com certeza, são para nos tornar melhores. Talvez, não melhores aos olhos dos outros, mas melhores do que somos no momento. Isso pode demorar, e a espera dessa mudança pode ser também um aprendizado. Afinal, esperar qualquer coisa na vida é aprendizado. Por mais que odeie, (e odeio mesmo!) sempre me leva a crer que aquilo serviu pra alguma coisa boa, que mais tarde virei a perceber com mais clareza, quando a raiva passar.
Se algo aconteceu na sua vida, e você acha que não serviu para nada, espere algum tempo, talvez anos, e depois reavalie se aquela experiência não fez de você uma pessoa bem melhor.

Ostracismo

Com o surgimento do Twitter, os blogs têm entrado no esquecimento. Lá é tudo mais rápido, mais fácil e mais prático, mas pra falar a verdade, eu gosto desse recurso aqui.
Por isso, embora não tenha muitos leitores, vou tentar colocar mais coisas no blog, pelo qual tenho tanto carinho.

Beijos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

So True!

Necessariamente (?)

O Fracasso

Lidar com um insucesso geralmente atormenta qualquer mortal. Não que deveria ser normal. Não é. Ao contrário, demanda uma energia e uma meditação hercúleos!! Pra mim, aceitar que fracassei é quase impossível. Mas ruim mesmo é quando você se esforçou demais (óbvio, não o suficiente) e não alcançou aquilo que queria. Isso sim, é daqueles fracassos difíceis de suportar, daqueles que te faz pensar se realmente é aquilo que vc quer. E isso não passa de uma desculpa esfarrapada pra justificar o teu pseudo-esforço, aquele que vc até queria muito o resultado, mas não queria ter saído da cama pra alcançá-lo. Com o tempo, ainda que não seja muito, aprende-se que absolutamente NADA nessa vida vem sem esforço. Tudo é doído, é cansativo, é demorado, é chuvoso, é insuficiente. O que consola é que, geralmente, quem busca alguma coisa tem um modelo por perto, alguém de sucesso que te inspirou a buscar aquilo, e essa pessoa te faz lembrar que esse sucesso que vc busca existe. Isso é reconfortante e renovador. Basta, agora, me convencer de que tudo isso é suficiente pra me fazer ir adiante na busca daquilo que tanto almejo. Que sirva de incentivo a outros tbm.
Beijos.



sábado, 31 de julho de 2010

Classuda

Outro dia ouvi uma colega dizer que "mulher tem que ter classe". Fiquei chocada, porque, pra mim, a única coisa que todas as mulheres tinham que ter em comum era inteligência. Enganei-me. Depois dessa passei a reparar se todas as pessoas pensavam da mesma maneira. E constatei que sim. Como assim?! Achava que as mulheres tinham que ter personalidade, autenticidade, pensar e agir por suas próprias cabeças. Isso até que se aplica, desde que essas qualidades estejam dentro dessa forma tão admirada que é a classe. Você tem classe se espera caladinha, sorridente e pacientemente se a atendente da loja fica no telefone ao invés de te atender; se espera quietinha que o garçom demore até o final do happy hour pra trazer sua bebida; se não fala nada se o caixa do supermercado está em treinamento e leva 30 minutos pra passar um shampoo, uma blusinha e uma caixa de chocolate. Na verdade, a mulher de classe tem o tom de voz baixo, articula as palavras bem e pausadamente, movimentos leves e femininos, nunca está desarrumada e sempre cheirosa. E você só percebe o quanto isso é admirado quando é a única mulher "sem classe" da mesa. Daí, não importa o quão inteligente você seja, o quanto saiba conversar sobre todos os assuntos da rodada, ninguém te dá atenção. Se nós achamos algum dia que as ditaduras contra as mulheres tinham acabado, esse foi outro engano.